terça-feira, 21 de agosto de 2012

Um abandono.




Vão as rimas por ai
Vadiando aqui e ali
Vão correndo por andar
Vão carregadas por amar
Vão, por que vão?
Vão, mas sempre em solidão
Quebram o que é constante
Deixa inteiro na estante
O instante que cá estava,
mas já se foi.

Vai cedo pela manhã
Vai cheio de fadiga
Vai e, aos berros, tudo xinga.

As metáforas, amigas,
Ficam e desfrutam.
Ficam dias...
Ficam... e não voltarão.
Participam das poesias
que outros escreveram
e que de mim deveria ter sido...

Devia ter comparecido
aos pés do monumento.
E ter-me inspirado por aquele sentimento
no qual sentiu o poeta esquecido...
Não lembrava que suas rimas eram suas
e agora são ainda mais...
A diferença de antes é que elas eram iguais.


Bruno Martino. 

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