Vão as rimas por ai
Vadiando aqui e ali
Vão correndo por
andar
Vão carregadas por
amar
Vão, por que vão?
Vão, mas sempre em
solidão
Quebram o que é
constante
Deixa inteiro na
estante
O instante que cá
estava,
mas já se foi.
Vai cedo pela manhã
Vai cheio de fadiga
Vai e, aos berros,
tudo xinga.
As metáforas, amigas,
Ficam e desfrutam.
Ficam dias...
Ficam... e não voltarão.
Participam das
poesias
que outros escreveram
e que de mim deveria
ter sido...
Devia ter comparecido
aos pés do monumento.
E ter-me inspirado
por aquele sentimento
no qual sentiu o
poeta esquecido...
Não lembrava que suas
rimas eram suas
e agora são ainda
mais...
A diferença de antes
é que elas eram iguais.
Bruno
Martino.
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