terça-feira, 14 de agosto de 2012

Doce perigo.




Não tenho os teus olhos
para sofrer o que vê.
Não tenho a paciência
que te acalma,
ou que esconde tua fúria.
Não tenho a frieza
com que encara
os mesmos olhos da sociedade
que lambem a tua imagem.
Não tenho as garras da ironia
Com as quais brinca e se defende.
E acima de tudo
não tenho em mim
algo que me defenda
de tudo o que tu és...
Mas beija-me.

Daniel Oliveira.

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