terça-feira, 14 de agosto de 2012

Asfixia.



Busca-me assim como quem busca a morte
depois de noites no frio e na tortura da mente
pela mente,
enquanto chora por quem ama.
Mas não tenho consolo
para as feridas que desferiu a si,
Podre alma bastarda
da glória e do orgulho.
Germinada pelo sangue que machava
as notas de um soldado,
sua ira nasceu para se tornar tudo o que tem agora
contra um mundo podre e desesperado demais para entendê-la.

Como não chorar com tamanho despreso?
Mesmo eu o tenho por ti.
Porém choro, pois sei que se perde
num desespero solitário...
Como alguém que se afoga
e se debate com agonia de querer vencer.
E no fim só resta ficar vendo aquilo
que queria ser alcançado
afastar-se enquanto se afunda...
Na água e na frustração.

Adalberto Campos.

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