Em uma casa de dois andares, com telhas enegracidas pelas chuvas e deslocadas pelo vento, morava Autélio. Ele morava ali desde que se conhecia. Viu a tinta branca, que dava um ar de limpeza e pureza à casa, desbotar e descascar com os anos.
A casa por muito tempo foi o orgulho da família. “A casa, meu pequeno, é a aparência física do espírito de uma família” dizia seu pai desde que ele tinha aprendido a ouvir até a algum tempo atrás. “É um refugio para o mundo que nos machuca e que tenta nos separar” disse sua mãe uma vez.
Autélio não falava, não era mudo , nem surdo. Interagia normalmente com as pessoas e entendia as palavras, mas nunca tomou gosto por usá-las. Sua expressão facial era fria e até ela não dizia.
Essa mania de não falar preocupou seus pais, os tios e os amigos da família. Médicos de todo tipo se interessaram pelo seu caso. Fizeram exames, tratamentos de diversos tipos e longas terapias em que ele apenas passou horas encarando o psiquiatra.
Sua mãe entrou em depressão. Colocou a culpa em si dizendo não ter sido uma boa mãe. Não teve mais filhos. No aniversário de Autélio, quando completou dezoito anos, sua mãe abandonou a casa. Daí em diante nunca mais houve telhas novas ou novas pinturas.
Com o tempo seu pai foi parando de falar. Demorava-se no trabalho e ganhou olheiras no mesmo momento em que empalideceu. Voltava pra casa somente quando Autélio já estava dormindo, exatamente ás oito da noite. O velho passava as noite lendo em sua poltrona perto da lareira que nunca mais tinha sido acesa ou ficava bebendo uísque na varanda de seu quarto. Tudo dependia da lua.
Agora Autélio tinha quase quarenta anos. Seus cabelos escuros e lisos estavam salpicados com alguns fios brancos. Seu rosto estava um pouco caído e enrugado, com a barba por fazer, mas ainda assim aquela expressão branca vivia ali, dividindo espaço com um charme mistérioso lendário entre as mulheres da cidade. Ainda não falava. Ele estava ali à porta do quarto de seu pai, atendendo ao gemido que o velho tinha feito ao tentar chamar seu nome.
Ambos se olhavam. Um via como se visse uma versão masculina e muda da mulher que o deixara , o outro via um fantasma vitima de cancêr em seu leito de morte. E se olhavam. Os olhos deles não tinham medo, nem tristeza. Mas tinham algo diferente, algo digno de atenção dos dois.
O tempo parecia ter parado.Era segunda feira, fim de tarde. O sol estava se pondo e seus raios alaranjados batiam delicadamente nas costinas verdes e finas. A luz era o suficiente para se ver tudo. Nada, e digo nada mesmo, estava escondido. Os sentidos capturavam a vida, as coisas, a luz e o som de outra forma. Era delicioso estarem se olhando e apenas aquilo.
Autélio viu seu pai sorrir e morrer.
- Foi a melhor conversa que tivemos, pai – disse Autélio Carvalho ao fechar a porta.
Bruno Martino.
Um movimento para todos trazer Um movimento Para se mostrar e ver. Um movimento por reconhecimento. Um movimento pela cultura, e pelo nome. Fotos, poesias, desenhos, contos, quadrinhos e sentimentos. Tudo o que pedimos é não ignorem o que fazemos.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Link Cultural.
Perdoem-nos pelo atraso do da postagem do Link Cultural. Tivemos alguns "problemas técnicos" ontem, mas tudo resolvido e aqui estão os Links desta semana.
Poesias do Cotidiano de Ivan Ribeiro é um blog onde há poesias e, vez ou outra, alguns contos e cronicas. Sugiro a todos que leiam "Poesia Coletiva", poesia postada no dia 16 de março de 2012, escrita com a parceria de Larissa Castro, Leo de Paula, Rafaela Czarneski, Alice Ribeiro, Rafael Salles, Maria Clara Sagratzki, Guilherme Costa e Ivan Langone.
Ao léu alheio de Leonardo Marinho possui poesias e pensamentos. É um blog bem a vontade e expressivo. Sugiro "Reflita", um pequeno texto que diz muito, postado no dia 2 de Julho de 2012.
Espero que gostem do Link Cultural dessa semana, quinta-feira que vem teremos mais. Os interessados em divulgar o seu blog, por favor mande os links para mim através do e-mail meunomeb@hotmail.com, ou podem publicá-los no mural do evento do Sarau do Desconhecido no Facebook.
Gostou? ajudem a nos divulgar compartilhando os trabalhos que mais gostaram, ou simplesmente o link do nosso Blog.
Poesias do Cotidiano de Ivan Ribeiro é um blog onde há poesias e, vez ou outra, alguns contos e cronicas. Sugiro a todos que leiam "Poesia Coletiva", poesia postada no dia 16 de março de 2012, escrita com a parceria de Larissa Castro, Leo de Paula, Rafaela Czarneski, Alice Ribeiro, Rafael Salles, Maria Clara Sagratzki, Guilherme Costa e Ivan Langone.
Ao léu alheio de Leonardo Marinho possui poesias e pensamentos. É um blog bem a vontade e expressivo. Sugiro "Reflita", um pequeno texto que diz muito, postado no dia 2 de Julho de 2012.
Espero que gostem do Link Cultural dessa semana, quinta-feira que vem teremos mais. Os interessados em divulgar o seu blog, por favor mande os links para mim através do e-mail meunomeb@hotmail.com, ou podem publicá-los no mural do evento do Sarau do Desconhecido no Facebook.
Gostou? ajudem a nos divulgar compartilhando os trabalhos que mais gostaram, ou simplesmente o link do nosso Blog.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
[Dever de um bom Cristão]
Por que lhe escrevo?
Ora... Preciso que você saiba...
Primeiro foi a ira,
a raiva...
e a tristeza...
Com o tempo,
fui dando espaço à reflexão
Minha reação...
Um dia, um mês...
Uma ferida aberta, que não cicatriza
Juntei parte da minha identidade
à sua identidade...
Desconectei de mim mesma
e me conectei a você...
Voltei para dentro de mim...
Busquei o equilíbrio
Perdoar é dever cristão...
Não somos infalíveis
Analiso racionalmente
e faço do sofrimento, aprendizado
Vale a pena recomeçar?
E quando o rancor me dominar?
Esquecer o passado...
impossível...
Vou só tentar arquivar todos os momentos...
E escrevo só para ti dizer:
"AINDA AMO VOCÊ"...
Meu coração ainda chora
Volte...
Dia do escritor
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| (sem titulo) Jéssica Roger Brasília, 14 de julho de 2012. |
O Movimento dos Sem Nomes aspira por novos professores deste tipo, para dar-lhes o reconhecimento merecido pelos seus trabalhos que têm muito a dizer, porém (por enquanto) poucos para ouvir, ou melhor, ler.
Sem o escritor, o que seria do passado? O que nos prepararia para o futuro?
Pois só o escritor viaja no tempo, em seus livros, até nós, sendo assim um professor atemporal.
Eis a minha simples homenagem, de muitas que virão, aos escritores deste Movimento, aos que ainda virão, aos de outros movimentos, escritores do Brasil e do mundo!
Morte. Uma Trilogia.
II
– Porque você não me falou
antes? - Ela falava com lágrimas nos olhos.
– Já lhe disse que não queria que você se preocupasse – Já era a décima vez que repetia.
– Mas eu não queria que fosse assim! - as lágrimas começaram a descer pelo rosto dela, borrando o seu humor - PORQUE VOCÊ NÃO ME FALOU ANTES!
– VOCÊ ACHA QUE EU NÃO QUERIA? – então ele percebeu que estava gritando no hospital. Se acalmou e disse - Você acha que eu não tentei? Todas as vezes que eu ia falar, você estava muito feliz para eu estragar aquilo... E eu também não queria que você ficasse me vendo com pena. Queria que você ficasse comigo por amor e não por pena. – foi quando sentiu o próprio rosto molhado..
–Como é? Acha que eu continuaria a ficar com você por pena? Não sabe o quanto eu te amo, seu idiota?
– Já lhe disse que não queria que você se preocupasse – Já era a décima vez que repetia.
– Mas eu não queria que fosse assim! - as lágrimas começaram a descer pelo rosto dela, borrando o seu humor - PORQUE VOCÊ NÃO ME FALOU ANTES!
– VOCÊ ACHA QUE EU NÃO QUERIA? – então ele percebeu que estava gritando no hospital. Se acalmou e disse - Você acha que eu não tentei? Todas as vezes que eu ia falar, você estava muito feliz para eu estragar aquilo... E eu também não queria que você ficasse me vendo com pena. Queria que você ficasse comigo por amor e não por pena. – foi quando sentiu o próprio rosto molhado..
–Como é? Acha que eu continuaria a ficar com você por pena? Não sabe o quanto eu te amo, seu idiota?
– Eu só... te amo....
Vem aqui, senta aqui na cama e fica comigo.
Ela se deitou ao lado dele na cama. E ali ficaram sem falar nada, apenas deitados. As horas passaram e ele dormiu, tranquilo. Quando ela quase fechava os olhos, ouviu de repente: Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.
O coração dele já não batia. Ela se levantou e, desesperada, correu em busca de ajuda. Os médicos tentaram de tudo, mas ele não tinha mas forças para voltar. Enquanto ele morria, parte dela morria. E ela chorava.
Ela se deitou ao lado dele na cama. E ali ficaram sem falar nada, apenas deitados. As horas passaram e ele dormiu, tranquilo. Quando ela quase fechava os olhos, ouviu de repente: Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.
O coração dele já não batia. Ela se levantou e, desesperada, correu em busca de ajuda. Os médicos tentaram de tudo, mas ele não tinha mas forças para voltar. Enquanto ele morria, parte dela morria. E ela chorava.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Mãos.
![]() |
| ~~Corra~~, Carol Maia. Brasília, 29 de Abril de 2012. |
Fazem!
Constroem
E controlam.
Dão carinho
E matam.
Afagam,
Rasgam.
Batem e curam.
Por elas
Passam sentimentos
E pensamentos.
Mudam um sentido
Ou montam novos.
Além de cavar
E sepultar,
Ampara os que nascem.
Nos alimentam
E carregam nossas culpas.
São, sem duvida,
Um presente maravilhoso
De uma natureza
Que não sabia
O que fazia.
Mancham-se de sangue quando tateam a historia e o dinheiro...
Prêmios Culturais 2012
O SESC tem uma campanha que bate muito bem com o espirito do nosso movimento!
Se trata de um evento em que o artista ganha espaço para expor seus trabalhos e ainda tem a possibilidade de publicá-los e chama-se "Prêmios Culturais 2012". O evento dá uma chance para todo e qualquer artista participar e é de graça. Entre no site do SESC, leia o regulamento e se inscreva.
Sei que pode ter sido um pouco em cima da hora, mas não deixe esta oportunidade passar!
Se trata de um evento em que o artista ganha espaço para expor seus trabalhos e ainda tem a possibilidade de publicá-los e chama-se "Prêmios Culturais 2012". O evento dá uma chance para todo e qualquer artista participar e é de graça. Entre no site do SESC, leia o regulamento e se inscreva.
Sei que pode ter sido um pouco em cima da hora, mas não deixe esta oportunidade passar!
Seiva Rubra.
![]() |
(sem titulo)
Fotografa: Carol Maia.
Brasilia, 14 de Julho de 2012.
|
É bela a natureza
em seu leito de morte?
Se compra sua grandeza
para a corte?
Logo quase extinto,
Logo quase morto,
Exige tanto?
Por tudo, fumaça,
Matança e caçada!
Uma nova selva,
Tal reino contrói,
De pedras civilizadas.
Tal reino podre
Por terras fazem guerras.
Povos sangram
Por mais alguns centavos,
Mas o que importa?
Homem que muda,
no mundo, nada
cria a tua falsa casa
destruindo muitas outras.
E por motivos sem razão
Ignoram o que precisam...
Merecemos a extinção.
Adalberto Campos.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Casa
Cascas, juntas água-selo,
Permeiam as cores do vento,
As sombras das ideias.
Sobra.
Sempre pensava em gatos,
pardos - não, negros;
Encabeçava a lista imaginária de filhos.
Contei cada pedra que quebrei,
Perigosamente-são,
Perdidos nos sons do tilintar das vozes,
no olhar alheio,
No meu deserdar.
Encostas, encostou suas costas nas minhas,
Mestiçou os corpos e os desejares.
Em agora,
Calado o limite ego,
Em outrora,
Saídas por onde não tem mais chão.
São cravadas,
Desenhadas as vontades,
Para sempre:
- Nas bordas do coração.
Marlus Alvarenga
Aquilo tudo que não vemos.
Nos moldes daquilo que criaram
Ele não cabia.
Era tudo estranho!
Um ideal de outrora
Agora corrompido,
E ele não servia.
Trataram-no como ninguém.
E como ninguém era outro molde,
Não lhe coube.
Fazia e dizia sobre coisas estranhas,
não quiseram ouvir e ver
E também não saberiam ouvir
ou entender.
Ele não deixava de ser como nós,
Porém era como um espelho engraçado
Que deforma tudo o que reflete.
De alguma forma
Mostrava tudo como era.
Ele não tratava sobre a verdade,
Mas sobre o que precisava ser visto.
Link Cultural
E aqui vão dois blog maravilhosos de dois escritores talentosos e que apoiam o nosso movimento!
Gaveta a Quatro. de Matheus MacGinity
Doces, amor e poesia na Cidade-Concreto de Marlus Alvarenga
Espero que gostem e quero comentários!!
E se você também tem algum blog onde expõe seus trabalhos e expressões, entre em contato enviando um e-mail para meunomeb@hotmail.com ou me adicionando no facebook Bruno Martino.
Gostou? ajudem a nos divulgar compartilhando os trabalhos que mais gostaram, ou simplesmente o link do nosso Blog.
Até quinta que vem com mais uma postagem do Link Cultural.
Gaveta a Quatro. de Matheus MacGinity
Doces, amor e poesia na Cidade-Concreto de Marlus Alvarenga
Espero que gostem e quero comentários!!
E se você também tem algum blog onde expõe seus trabalhos e expressões, entre em contato enviando um e-mail para meunomeb@hotmail.com ou me adicionando no facebook Bruno Martino.
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Até quinta que vem com mais uma postagem do Link Cultural.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Morte. Uma trilogia.
I
Ele
olha para ela. Não queria estar com mais ninguém. E fica olhando, sem dizer uma
única palavra.“Meu deus, como ela é linda” pensava e sorria..
– O que tanto olha? - Perguntou ela com aquele sorriso, o mesmo que o fez se apaixonar por ela.
– Nunca tinha reparado o quanto você é linda – disse enquanto passeava com sua mãe sobre o rosto dela, acariaciando-a - Tenho que te falar uma coisa.
– O que é? É serio? – perguntou, preocupada com o tom sério del. Então viu aquele olhar trist que ele não suportava. Não podia lhe falar sobre a doença agora, estavam felizes demais para estragar o momento e eram tão poucos.
– É que não vamos dar certo! Sou feio demais para você e acho que você irá me largar pelo primeiro bombadinho que te der mole – disse abaixando a cabeça, como se estivesse pertubado com aquilo, para tornar o que tinha dito mais convincente.
– O que tanto olha? - Perguntou ela com aquele sorriso, o mesmo que o fez se apaixonar por ela.
– Nunca tinha reparado o quanto você é linda – disse enquanto passeava com sua mãe sobre o rosto dela, acariaciando-a - Tenho que te falar uma coisa.
– O que é? É serio? – perguntou, preocupada com o tom sério del. Então viu aquele olhar trist que ele não suportava. Não podia lhe falar sobre a doença agora, estavam felizes demais para estragar o momento e eram tão poucos.
– É que não vamos dar certo! Sou feio demais para você e acho que você irá me largar pelo primeiro bombadinho que te der mole – disse abaixando a cabeça, como se estivesse pertubado com aquilo, para tornar o que tinha dito mais convincente.
Ela deu um tapa fraco
no braço dele, ele não se aguentou e riu junto.
– Eu não te trocaria nem pelo Jhonny Deep! – E ao dizer isso beijou-o.
– Bom, então assim fico mais calmo! Sabendo que sempre vou ter o seu amor.
– Sempre e mais um pouco.
E aquilo era como um peso no seu coração, pois sabia que ela acabaria sofrendo por ele, mais tarde. Mas não importava agora, tudo o que ele queria era estar com ela. E Bastava.
– Eu não te trocaria nem pelo Jhonny Deep! – E ao dizer isso beijou-o.
– Bom, então assim fico mais calmo! Sabendo que sempre vou ter o seu amor.
– Sempre e mais um pouco.
E aquilo era como um peso no seu coração, pois sabia que ela acabaria sofrendo por ele, mais tarde. Mas não importava agora, tudo o que ele queria era estar com ela. E Bastava.
Pedro Augusto Oliveira.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Nenhum Desejo Mais.
Não sou um sujeito.
Assim não sou
o que você queria.
Lamentávelmente estou
Aqui, na monotonia.
Daniel Oliveira.
(Sem Título)
Corpos mortos e mentes vivas
dentro do cemitério,
Corpos vivos e mentes mortas
fora dele.
Vinícius Gabriel.
dentro do cemitério,
Corpos vivos e mentes mortas
fora dele.
Vinícius Gabriel.
Sarau do Desconhecido
![]() |
| A garota por trás da câmera - Carol Maia |
Tivemos um público satisfatório e apresentamos apenas poesias e contos enviados poe amigos, colegas e por pessoas que ficaram sabendo do sarau através da divulgação do evento pela rede social "Facebook".
Porém o tempo de divulgação foi pequeno, assim como o de organização, então não podemos deixar o Sarau assim como o planejamos e como queremos realizá-lo. No próximo esperamos conseguir expor trabalhos fotográficos, desenhos, bandas de diversos estilos, filmes e pequenas peças de autores desconhecidos daqui de Brasília. E esperamos sempre alcançar um publico cada vez maior para ajudar tanto os artistas como o próprio publico, primeiro garantindo a todos o acesso a cultura gratuitamente, e segundo ajudar ao publico a se sentir a vontade de produzir a sua arte, sua cultura.
![]() |
| (sem título) - Jéssica Roger. |
Agradecimentos
Primeiramente gostaria de agradecer a todos os idealizadores deste movimento, e dizer que sem eles e a energia deles eu não poderia continuar e efetuar tudo o que conseguimos até aqui, mesmo que não tenha sido muito. Então os meus sinceros obrigados vão para Stella Tavares e Pedro Augusto Oliveira.
E agora, quero agradecer pelo apoio que tenho ganho dos meus amigos e da minha família, pois são os maiores responsáveis pela minha energia e alegria investidas sem dó neste movimento.
O evento marcante deste Movimento foi o Sarau do Desconhecido ocorrido no dia 14/07/2012, ao lado da Biblioteca Nacional na Esplanada dos Ministérios, às 16:00 até as 19:00, com a participação física e literária dos autores das poesias e contos que serão publicados a seguir.
Aos meus amigos: Gabriel Martino, Gabriel Santos, Sarah Ceratti, Carol Maia, Laís Lidice, Natália Esteban, Hugo Martino, Lana Naytiara, André Fernandes, Lauana Vieira, Barbará Martino, Atena Cristina, Marina Araujo e aos demais que por acaso eu tenha esquecido de mencionar e que, por favor, reclame nos comentários!
E para deixar mais claro o nosso objetivo aqui vai uma breve explanação.
A ideia é reunir e divulgar os desconhecidos de Brasília, os poetas, escritores, fotografos, desenhistas, pintores, atores e artistas em geral não reconhecidos de nossa região. Ajudá-los a ganhar publico através dos eventos e trabalhos que organizamos em conjunto é um dos nossos esforços para que os talentos destes sejam vistos e recebam o reconhecimento que merecem.
E também, a ajudar as pessoas a se revelarem para si. Traduzindo, ajudando as pessoas que sempre tiveram o ímpeto de escrever e se expressar através das palavras, das fotos, desenhos ou encenações a conhecerem o seu próprio talento para tal. As palavras são de todos e todos devem usá-las e saber como usá-las. Qualquer um que produza alguma arte, qualquer um que queira se expressar é bem-vindo se quiser publicar seus trabalhos neste blog ou no Sarau do Desconhecido, o nosso evento de estréia e tradicional.
Ainda que seja o começo de tudo, vejo que não será em vão o que conquistarmos e conto com o apoio da parte mais importante desde movimento: Vocês. Pois uma cultura feita por nós para nós, é uma cultura rica e saudável, além de nos prover o auto conhecimento e a chance de expressão diante de tudo o que vivemos, além da voz de mudança, que há muito tempo esquecemos o poder que ela tem.
Viva a cultura! Viva aos desconhecidos que hão de vir e ajudar-nos a construir mudanças! Viva aos talentos sem nomes que influenciarão futuras geração! O que há por vir dos sem nomes são vitorias, qualquer que seja. Então colegas, não desanimem! Vivam, sintam e expressem, pois o olhar de cada um é tão importante quanto o olhar de apenas um para entendermos tudo o que nos cerca! Viva a nova cultura dos sem nomes!
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