III
E
lá estava ela sem saber o que fazer. Seu namorado havia morrido em seus braços,
e o enterro não tinha sido algo fácil de aguentar. Aquilo lhe causava repulsa.
Saber que nunca mais poderia beijá-lo, abraçá-lo, sentir o seu cheiro ou ouvir
a sua voz, principalmente daquele jeito quando falava baixinho no seu ouvido.
“Porque isso tem que acontecer comigo?” pensou. Chorava mais do que jamais chorou.
Estava em seu quarto agora, mas não queria ficar ali. Tudo que estava lá só lhe traziam lembranças dele. Se levantou e saiu. Andou pela casa pensando que aquilo a faria melhorar, e não fez.
“Porque isso tem que acontecer comigo?” pensou. Chorava mais do que jamais chorou.
Estava em seu quarto agora, mas não queria ficar ali. Tudo que estava lá só lhe traziam lembranças dele. Se levantou e saiu. Andou pela casa pensando que aquilo a faria melhorar, e não fez.
Foi
até o parque em frente a sua casa, aquele lugar sempre lhe acalmou depois das
brigas e dos momentos de estresse que quase toda relação tem. Sentou-se em um banco e
ficou jogando pedras no lago e, querendo ou não, lembrando dele. Aquilo parecia
uma tortura. Voltou para casa. Quando abriu a porta viu a mãe dele sentada no
sofá sala.
“Porque será que ela esta aqui?”
— Oi, Nicole. Como está? — perguntou a visita, não era o que ela queria dizer de verdade, mas tinha que começar uma conversa.
— Nada bem. Só penso nele. Mas porque veio? — Estava se segurando para não chorar mais e a mãe dele ali na sua sala não ajudava.
— É que eu estava arrumando as coisas dele e... achei uma carta para você.
— Você leu?
— Não. Do lado de fora estava escrito que era só para você, então achei melhor não abrir.
Ela entregou a carta para Nicole e foi em direção a porta, mas parou e virou.
— Ele te amava de verdade.
— Mas você disse que não leu a carta.
— Não li, mas os cadernos dele estavam cheio de poesias para você. Passe lá em casa para ler se você quiser.
Nicole ficou sozinha na sala. Olhou para a carta e pensou em abrir, mas subiu para o seu quarto e guardou-a.
“Porque será que ela esta aqui?”
— Oi, Nicole. Como está? — perguntou a visita, não era o que ela queria dizer de verdade, mas tinha que começar uma conversa.
— Nada bem. Só penso nele. Mas porque veio? — Estava se segurando para não chorar mais e a mãe dele ali na sua sala não ajudava.
— É que eu estava arrumando as coisas dele e... achei uma carta para você.
— Você leu?
— Não. Do lado de fora estava escrito que era só para você, então achei melhor não abrir.
Ela entregou a carta para Nicole e foi em direção a porta, mas parou e virou.
— Ele te amava de verdade.
— Mas você disse que não leu a carta.
— Não li, mas os cadernos dele estavam cheio de poesias para você. Passe lá em casa para ler se você quiser.
Nicole ficou sozinha na sala. Olhou para a carta e pensou em abrir, mas subiu para o seu quarto e guardou-a.
Assim
se passou uma semana e ela atá esqueceu da carta guardada. Até que um dia, num
sábado, foi procurar no seu o quarto algo, que esqueceu quando achou a carta
por acidente. Decidiu que não podia fugir daquilo para sempre. abriu:
“Nicole,
“Nicole,
Se
está lendo é porque aconteceu. Espero ter te contado e então esta carta é
inútil. Agora se eu não te contei, peço que me perdoe. Acho que eu te amo
demais para querer que sofra por mim. Simplesmente sou assim... mas espero que
possa ver o quanto da vida ainda tem pela frente, então viva por mim.”
Pedro Augusto Oliveira
Pedro Augusto Oliveira
Bem interessante, embora os diálogos pudessem ser mais soltos. Pense nisso ;)
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